O caminho sem fim

 Oi, 

Já parou para pensar que por muitas vezes deixamos os outro irem colocando rótulos em nós? 

Algumas vezes vamos aceitando esses rótulos e nos escondendo de nos mesmos. Voce já fez isso alguma vez? 


Bom, eu fiz, por anos, me perdi dentro de mim, não encontrei meu caminho de volta. Até que um dia permiti me questionar, questionar quem eu era, do que eu gostava, o que queria fazer da minha vida. Foram perguntas simples, mas que naquele momento não tinham respostas claras. Ali percebi, percebi que eu não me reconhecia totalmente mais, que estava vivendo algo que não era para mim, não era meu.

Bom, fui atrás de colocar meus sentimentos em papeis, tentei limpar, tirar, ressignificar e descobri que não é um caminho assim tão fácil, se afundar em mim mesma foi sofrido, dolorido e bom, muito bom. Desde então todo dia tento me conectar um pouco mais comigo mesma, tento vencer os meus medos, vencer todas as autossabotagens que vivi por tanto tempo. Entendi meu medo de ser rejeitada que por muitas vezes era eu mesma quem fazia isso comigo, entendi o medo de perder pessoas, ou talvez de me perder nas pessoas, entendi que enfiar a cara no trabalho era mais fácil do que enfiar nos sentimentos.

Entendi que as vezes me doava demais justamente pra controlar, para sabotar, para afastar e entendi o quanto era difícil para mim me relacionar, em todos os tipos de relacionamento, voltei a falar com amizades antigas, entender que é necessário ter alguém por perto, entender que não tem como viver sozinha, aprendi que dividir dores faz bem, se abrir é legal. Entendi que todos temos problemas e que o que faz diferença é como lidamos com isso.

Aprendi que insegurança é algo comum e que precisamos aprender a lidar com ela, que precisamos aprender a calar nossos pensamentos negativos, precisamos tomar controle apenas da nossa vida e de como lidamos com tudo ao nosso redor. 

Descobri que olhar para o espelho e se elogiar ajuda no nosso processo de amor próprio e demorei, mas descobri que amor próprio é igual toda relação, precisa ser alimentado, precisa de cumplicidade, afeto, aconchego. 

Vi, através de outras relações que precisava me relacionar comigo mesma, me olhar, se fazer sorrir. Engraçado ter essa percepção através de outras relações. E tenho me curado aos poucos, me permitindo viver coisas novas e sentimentos novos. E tem sido uma loucura dentro de mim (mais dentro do que fora).

Hoje, sei que estou no começo do processo, pois quero me conhecer e me conhecer todo dia um pouco mais, quero me conectar todo dia um pouco, para que eu possa me conectar com os outros também. E no fundo sei, que estarei percorrendo esse caminho para sempre, mas prometi a mim mesma, ouvir mais a mim do que aos poucos e desde então tenho aprendido a dar limites, a dar um passo para trás e pensar algumas vezes. 

Sei que aos poucos vai ficando mais fácil me ouvir e me entender, mas como já disse, é um caminho sem fim, daqueles que tem aventura, ação, medo, amor.. Um caminho de altos e baixos, mas tenho certeza que serão mais altos que baixos.

E queria, te convidar a entrar no seu próprio caminho sem fim e ir descobrindo o quão incrível você é.

 

Beijos, Barbi

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